“Era um cara de bom coração”, conta amigo de Felipe Lorenzoni, que morreu em um acidente com trator

Mirella Joels

“Era um cara de bom coração”, conta amigo de Felipe Lorenzoni, que morreu em um acidente com trator
Um homem identificado como Felipe Lorenzoni, 35 anos, morreu no final da tarde de sábado (4), em um acidente com trator na localidade de Colônia Borges, interior de Restinga Sêca. O veículo tombou sobre ele enquanto estava na lavoura. Felipe era filho único e morava com os pais para ajudar na lavoura. Além do pai e da mãe, deixa um filho pequeno, Bernardo, ao qual era muito apegado.

‘Um cara de bom coração’

Gremista de coração e muito apegado à família e os amigos, Felipe vendeu o ponto de moto que tinha em Santa Maria e voltou a morar em Restinga Sêca há poucos anos para ajudar a família que trabalhava na lavoura. De acordo com o amigo Geison Fricks Carvalho, advogado, a motivação para a mudança de cidade estava relacionada à doença cardiovascular do pai de Felipe, fato que dificultou o trabalho pesado.

Na memória do amigo Geison, as imagens que ficam de Felipe são muito alegres. Sempre animado para reencontrar os amigos e fazer um churrasco, Felipe deixa o exemplo de quem soube amar a família e valorizar as boas amizades. Entre as boas memórias, estão os jogos do Grêmio, uma das paixões divididas com dois grupos do WhatsApp específicos para falar sobre o Tricolor. Geison recorda das viagens para ver o time do coração:

– Principalmente em 2017, quando o Grêmio foi campeão da América, nós fomos em todos os jogos do Grêmio em casa – conta.

‘Ele tinha me ligado na sexta-feira e avisou que viria para Santa Maria na terça-feira’

Além de dividir a paixão pelo tricolor com o amigo Geison, os dois faziam aniversário com pouco menos de uma semana de diferença, em abril. Por esse motivo, já comemoraram juntos e as famílias eram bem próximas. Como o pai do Geison faz aniversário na próxima terça-feira (7), Felipe ligou para avisar que ia passar para dar um abraço nos amigos:

– Ele vinha às vezes aqui em casa visitar meu pai, que está com Parkinson. Meu pai ficou bem chateado, chorou bastante também, eram bem amigos.

Para Geison, é difícil de acreditar que o amigo se foi tão novo e ainda mais nas circunstâncias de estar pilotando um trator, veículo com o qual era bastante familiarizado.

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